Brasil Afirmativo
Por um país justo e sem racismo
Dia 17/03, conheci o Movimento Brasil Afirmativo, que foi criado para combater o racismo velado do país.
Os representantes do movimento se reuniram no Núcleo de Consciência Negra da USP, para definir a agenda do ano de
Segundo artigo publicado pelo professor Titular da Universidade do Ceará, Henrique Cunha Jr, os negros escravizados são tratados nos livros como um ser não pensante, sujeito as condições sociais que lhes eram impostas sem resistência:
“Mesmo sob as pressões do clima de terror constante, os africanos e afrodescendentes sempre realizaram lutas contra o sistema.”, o professor de história também comenta verdades nunca esclarecidas: “Entre os séculos 12 e 16, muitas das nações africanas eram mais desenvolvidas cultural e comercialmente que os europeus’”.
Nós fomos educados para aceitar o escravismo como algo sendo “necessário” para o desenvolvimento dos países e principalmente para os povos africanos, supostamente “salvos” de suas culturas.
O europeu traficante de seres humanos, ganha aura de guerreiro descobridor de novos mundos e aquele que trouxe “cultura” a povos “necessitados”.
Henrique Cunha Jr crê que essa maneira de representar a história leva os estudantes negros a se sentirem constrangidos e dá respaldo a brincadeiras racistas.
Já escutei pessoas próximas afirmando que um negro é mais propenso a ser bandido. Só que essas pessoas, cheia de ignorância, se esquecem de ver que é obvio a recusa dos governos em dar assistência a etnias que sempre foram marginalizadas, e portanto sempre tiveram menos acesso á educação e outras garantias básicas que um ser humano tem direito.
Hoje, os negros no Brasil recebem 50% a menos que os brancos. Estão entre os que menos recebem educação de qualidade. As gestantes negras têm menos cuidados médicos que as brancas, recebem menos anestesia e menos explicações sobre os cuidados com o recém nascido, esse é o resultado de um estudo realizado pela Fundação Oswaldo Cruz em parceria com a prefeitura do Rio de Janeiro.
Outra reivindicação do Movimento Brasil Afirmativo é a respeito do sistema de cotas nas universidades, capaz de dar a chance de jovens negros ingressarem nas Universidades.
A fim de pesquisar o ponto de vista de algumas pessoas a respeito da existência do racismo no Brasil e se há a aprovação do sistema de cotas, enviei e-mails para alguns conhecidos, surpreendentemente quase todos crêem que a separação de cotas nas universidades para estudantes negros de baixa renda é considerado um ato de segregação e de subestimação.
Os defensores de Cotas nas universidades no governo e nos movimentos sociais enxergam como oportunidade do país pagar parte de sua dívida com a comunidade afrodescendente. Estudo feito em 2003 prova que entre os cotistas a maior parte se mostrou com rendimento semelhante aos não-cotistas em sala de aula e a evasão escolar entre os negros foi inferior do que alguns previam. Os alunos beneficiados muitas vezes são os primeiros da família a ingressarem nas Universidades, por isso se sentem orgulhosos e exemplos para os mais novos.
Veja: www.afropress.com
