
Desvios de caráter são da natureza do homem?
Alguns podem chamar certas atitudes de “Lei da Sobrevivência”, mas o esforço para ter mais do que o necessário para sobreviver só pode ser maléfico para toda uma sociedade.
A minha imagem dos políticos brasileiros nunca foi muito boa. O primeiro presidente que conheci, quando me dei por gente, foi Fernando Collor, com toda aquela trajetória comovente capaz de fazer qualquer um ter vergonha da própria pátria. Desde então o que mais me chamava atenção nos noticiários eram os escândalos de corrupção e as promessas, muitas vezes não cumpridas.
Aprendi então, que nossos “líderes” nunca pretenderam mudar profundamente o estado da nação, mas prorrogar discussões importantes para os mais pobres, enquanto adiantavam aumentos de salários.
Caramba! Como um país tão grande, capaz de fornecer energia de tantas fontes renováveis, com tanta mão de obra, tanto potencial, não dá certo? Por que tantos desempregados, tatos analfabetos (incluindo aqueles que não são capazes de interpretar um texto), tantas escolas mal estruturadas?
Tudo seria mais fácil se os líderes atendessem de forma democrática seus eleitores.
Também não quero questionar somente a falta de ação de nossos amados senadores, prefeitos, governadores...
Tenho me preocupado com o consumo desenfreado que está causando a destruição do nosso planeta. Tudo indica que para sermos felizes, precisamos ter. Acaba sendo natural pensar dessa forma. Gostaria de ter a oportunidade de conversar com Darwin para perguntar se isso faz parte da evolução. Porque se a resposta for sim, sinto informar que muitos cientistas acreditam que essa pulsão dentro do homem causará o fim de todas as espécies.
Mas tudo bem, para alguns que acreditam que nós seremos capazes de superar os desastres impostos pela natureza em resposta à exploração intensa.
Na verdade já foram inventadas diversas tecnologias para uma produção sustentável de alimentos e energia na Terra. Isso diminuiria o consumo de combustíveis fósseis, conseqüentemente o aquecimento global seria freado e todos nós poderíamos esperar um futuro feliz, não sei se para sempre.
Então, por que os governos não investem nessas tecnologias? Por que não investe muito, e em mais estudos também?
Se pensarmos que a energia do Sol vem de graça, que não seria possível cobrar impostos na utilização dela, já começaremos a entender o principio dessa resistência a qualquer mudança no modo de produção.
The Secret – O Segredo X O Paraíso são os Outros
Qual é o segredo que pode nos levar à felicidade?
Em todos os lugares em que eu vou, vejo e ouço falarem sobre esse livro.
Por incrível que pareça, em casa, lá estava ele. Esperando para acabar com a minha curiosidade. O que pode ter de tão especial, capaz de acabar com as dúvidas sobre os nossos sofrimentos, dentro de um livro com pouco mais de 180 páginas? Se é assim, tão fácil, por que não nos foi revelado antes?
Basicamente o que o livro diz, pelo menos até a página 48, é que nós temos controle sobre tudo o que acontece em nossas vidas. Sejam coisas boas ou ruins.
O pensamento é a chave de tudo. Se penso coisas “positivas”, situações positivas passam a acompanhar o meu caminho.
Antes de questionar se isso é verdade, como eu sempre faço, decidi exercitar minha mente, e colocar em prática o que os especialistas, indicados no livro, pedem.
Até agora parece divertido imaginar somente coisas boas acontecendo na minha vida.
A minha maior preocupação, no entanto, é me tornar uma pessoa egocêntrica, incapaz de me sensibilizar com a dor do próximo.
Emmanuel Lévinas (1906-1995), foi um filósofo que defendeu que no próximo, na visão que temos do outro, é onde podemos encontrar nosso paraíso. Sartre (1905-1980) disse que só seremos totalmente livres quando toda a humanidade também tiver o direito de realizar o que bem entender sem que para isso tenha que prejudicar outro ser.
Coloco isso porque tem horas em que concordo com eles. Podemos nos sentar felizes no sofá ao imaginar que outros passam fome? Podemos ser felizes em imaginar que não faço p. nenhuma pra mudar isso?
A responsabilidade que coloco sobre meus ombros por aquilo que outros passam acaba com qualquer tentativa de ser feliz. Mas quando eu tenho em mente que cada um é responsável apenas por si, então posso conseguir ter calma e ânimo, ser capaz de me sentir bem.
Minha dúvida final:
O que é certo? Já me disseram várias vezes, que só podemos ajudar ao mundo quando estivermos bem conosco, dentro de nossas casas. Mas como eu posso ficar bem, inclusive dentro de mim, se o outro não está bem, se nele eu me vejo?